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101 Dalmatas

Ler 101 Dalmatas

Na história para dormir de hoje, você vai ler 101 Dálmatas. O livro infantil escrito em 1956, pela autora Dodie Smith.A história foi inspirada em seus próprios dálmatas, com o primeiro deles se chamando Pongo, e Cruela vindo de uma conhecida sua. Em 1957, Walt Disney leu a obra, que chamou sua atenção, e adquiriu os direitos da mesma, para a felicidade de Smith, que sonhava que um dia a Disney adaptaria sua história.

101 Dálmatas | Ler Online:

Era uma vez um dálmata chamado Pongo que vivia com um jovem músico, bagunceiro e sonhador. Pongo cuidava bem de seu mestre, Roger Radcliff, e o levava ao parque todos os dias. Naquela tarde, o calor da primavera encheu Pongo de melancolia:

– Somos felizes juntos, pensei – mas há dias em que me canso de viver nesta casa em desordem com o dono retorcido, sempre absorto em seu trabalho…

De repente, erguendo o nariz, ela vê uma bela jovem caminhando ao longe, acompanhada por um encantador dálmata.

– Aqui está o que precisamos! – Pongo imaginado – Companheiros perfeitos!

Ele puxou a coleira e começou a se contorcer, mas Roger, sempre na lua, não conseguia ver nada.

– As bolas! Pongo murmurou. – Agora eles se foram…

Ele correu pela ponte de madeira. Meu Deus! A menina e o cachorro no gramado não eram nada do que Pongo estava procurando! Ele andou pelos becos do parque com o coração acelerado, cheirando cada erva…

– Mas onde eles foram?

Ele mudou de direção novamente, sempre puxando o pobre Roger. Este último, por outro lado, não compreendia o ímpeto de seu cachorro, que costumava caminhar com calma. De repente, perto do riacho, Pongo parou de repente e Roger quase caiu em cima dele: eles estavam lá.

– Desta vez não posso deixá-los fugir – disse o dálmata – tenho que agir, e rápido.

Ele correu até a garota e começou a girar freneticamente ao redor dela. Enrolados na coleira, completamente atordoados, Roger e a jovem, furiosos, caíram imediatamente no chão. O dálmata foi buscar o chapéu do dono e, emergindo da água, passou com desprezo e altivez por Pongo. Ele parecia subestimar sua aparência! A jovem olhou para Perdita, o nome do cachorro, e não pôde deixar de rir de sua fúria.

Roger, ainda confuso, ajudou-a a se levantar e, vendo-a tão feliz, desatou a rir também. As duas logo encontraram bom humor: Perdita não queria nada com Pongo, mas mesmo assim desenvolveram uma doce cumplicidade… A jovem se apresentou: chamava-se Anita. Os dias seguintes foram maravilhosos. Todas as tardes, Roger encontrava Anita no parque e Pongo brincava com Perdita. O que tinha que acontecer. Roger casou-se com Anita e os dois dálmatas nunca se separaram. Logo a barriga de Perdita começou a torcer e uma bela manhã Nani, a boa cozinheira, descobriu alguns lindos cachorrinhos agarrados aos seus seios. Ele correu para mostrar um deles para Roger e Anita.

– Olha como ele é fofo! E há quinze deles. De repente a campainha tocou…

Sem largar seu precioso fardo, Nani correu para a porta da frente. Assim que ela os abriu, uma tonelada de pelos caiu sobre ela. Uma mulher horrível e má gritou por cima do nariz do pobre cozinheiro. Ela era a Cruela do inferno, amiga de infância de Anita. Em voz alta ele gritou, inclinando-se sobre o cachorro:

– Oh! você já nasceu? E ninguém me avisou? Quantos? Mas por que eles são brancos?

“Eles acabaram de nascer”, Nani respondeu friamente, dando-lhe um olhar de desprezo, “As manchas aparecerão mais tarde.” Nesse ponto, Roger e Anita chegaram.

“Minha querida Anita”, rosnou Cruela, “vejo que cheguei na hora certa.” Filhotes nasceram! Vou comprar-te uma ninhada inteira.

– Nem pense nisso! Roger interceptou secamente. – Esses filhotes não estão à venda.

“Não seja ridículo, meu pobre amigo”, continuou Cruela. “Eles mal têm que viver, muito menos alimentar todas aquelas bocas… Quanto?” Aceito seu preço.

Roger ficou furioso:

– Saia desta casa. Eu não vou levar os cães!

Vexada, Cruela foi embora gritando

– Isso é o que vamos ver! …

Então ele desapareceu, batendo ruidosamente na porta:

– Ei, eu peguei eles! Ela olhou para dentro. – Acho que tive uma ótima ideia…

Alguns dias depois, ao cair da noite, dois homens suspeitos bateram na porta de Roger e Anita. Estes acabaram de sair com Perdita e Pongo.

– Quem é? Nani perguntou, abrindo a porta entreaberta.

– É da companhia de energia. Para verificar a instalação elétrica.

Dizendo isso, dois homens, Jasper, grande e magro, e Horácio, pequeno e gordo, entraram na casa apesar dos protestos de Nani, já desconfiados:

– Não estamos pedindo nada; Por favor, saia daqui ou vou chamar a polícia!

Mas enquanto o pobre cozinheiro perseguia Jasper em seu caminho para o primeiro andar, Horacio entrou na cozinha. Ele enfiou os filhotes em seu grande saco e em pouco tempo os bandidos desapareceram com sua colheita, deixando Nani desesperada.

Quando Anita e Roger chegaram, nervosos com o que acabara de acontecer, logo pensaram em Cruela:

“Só ela poderia ter organizado um golpe tão ruim!”

Perdita e Pongo logo se tornaram os cães mais infelizes do mundo. Mas Pongo não era uma das pessoas que só reclamava.

“Temos que encontrar nossos pequeninos”, disse Perdita. – Vou emitir um aviso geral.

Ele saiu para o jardim e começou a latir constantemente. Do outro lado da cidade, o coronel, um velho cão aposentado, ouviu um grito de socorro.

“Sargento Tibs”, ele ordenou, “atenção!” Uma ninhada de quinze cães desapareceu. Você sabe alguma coisa sobre isso? Dê-me o seu relatório.

“Exatamente”, respondeu o gato, “acho que ouvi latidos do castelo do inferno ontem à noite…

– Castelo no Inferno? Mas, caramba. O castelo é a segunda residência dessa hedionda Cruela”, murmurou o coronel. “Sargento Tibs, devemos nos apressar!” Vá lá imediatamente e veja o que pode ser feito por esses filhotes!

– Por ordem do coronel!

O bravo gato imediatamente correu para o castelo, conseguiu entrar despercebido e começou a procurar. Ele ouviu um barulho do lado de fora da porta. Tiros soaram, seguidos por gritos aterrorizantes. Ele correu para a sala e parou na entrada: dezenas de crianças dálmatas estavam sentadas confortavelmente e assistiam ansiosamente a um filme sobre vaqueiros.

– Meu Deus! pensou Tibs. – Mas quantos são?

Jasper e Horacio, enfiados nas poltronas, dedos dos pés em leque e enormes sanduíches nas mãos, também estavam lá, divertidos com o filme. Ninguém notou o sargento Tibs, exceto um ou dois filhotes, que o encararam com espanto.

– Shiu! O sargento disse a um deles. – Você sabe onde estão os quinze cachorrinhos que foram roubados ontem?

“Ali, perto da TV”, respondeu um deles! – Por que?

– Eu tenho que levá-los para meus pais.

Tibs não teve tempo de dizer mais nada. Ouviu-se um barulho terrível e a porta do corredor se abriu… A Cruela Malvada, mais impetuosa do que nunca, fez sua entrada gritar.

“Jasper, Horacio, bando de idiotas, vocês acham que estou pagando por nada?” O que você espera da implementação dos meus pedidos?

“Mas minha senhora, os cães ainda são muito pequenos.” Dificilmente te dão um casaco…

– Casaco? Que terrível! pensou Tibs enquanto se escondia debaixo da poltrona.Pelo de cachorro! Pobres pequeninos, tenho que tirá-los daqui rapidamente!

– Aderir! – Evil Cruela repetiu – Senão eles vão se arrepender… Volto amanhã e quero que o trabalho seja feito!

Dizendo isso, ele saiu da sala em voz alta.

“Vamos,” Jasper disse ao seu cúmplice, “temos uma noite pela frente.” Vamos ver o filme primeiro.

Aproveitando a brutalidade de dois homens em frente à televisão, o sargento Tibs aproximou-se dos filhotes:

– Oi! ele murmurou. – Dê a palavra aos outros: eu te ajudo a sair daqui, mas não faça barulho!

Tibs gentilmente abriu a porta e os filhotes silenciosamente, um por um, retiraram-se para a saída. O sargento zelou pelo bom andamento da operação, evitando colisões.

– 96, 97, 98, 99 Ufa! O fim! Mais alguma coisa?

– Não? Não. O último cachorro respondeu. – Nós realmente temos 99 anos.

Quando o filme acabou, Jasper e Horacio se levantaram para fazer sua terrível tarefa… e perceberam que os filhotes tinham ido embora. Eles correram para pegá-los. O sargento Tibs empurrou as crianças para baixo da escada, dizendo-lhes para ficarem em silêncio. Os dois homens furiosos começaram a revistar a casa e primeiro foram para o quarto. Nesse ponto, o sargento Tibs saltou: a estrada estava temporariamente livre e era hora de usá-la. Ela passou sua ninhada e logo 99 filhotes estavam no jardim. Lá, Perdita e Pongo, sobre os quais o coronel os havia advertido, esperavam ansiosamente pelos pequeninos. Qual foi a surpresa deles quando viram 99 dálmatas!

– Rápido rápido! – Aconselhou o Sargento Tibs. Abraço depois. Agora você tem que correr rápido e com essa neve não vai ser fácil!

Então começou uma longa caminhada nos campos. Como os cachorrinhos se cansaram rapidamente, Pongo e Perdita os levaram um a um, mas logo eles também estavam tão cansados ​​que logo tomaram uma decisão:

– Há uma fazenda relativamente perto daqui. Vamos lá para que os pequenos possam descansar no frio. Partiremos novamente amanhã de manhã.

No dia seguinte, quando Cruela voltou ao castelo, quase morreu de raiva assim que seus dois cúmplices anunciaram o desaparecimento dos filhotes. Ele estava com tanta raiva que Jasper e Horacio tremiam como bastões verdes.

– Que bando de idiotas! uma mulher furiosa gritou. “Aconselho-o a encontrar esses cães idiotas, ou eles terão que lidar comigo!”

Jasper e Horacio, apavorados, foram vasculhar toda a região. Na época da fazenda, quando os filhotes acordaram e começaram a fazer barulho, Pongo e Perdita estavam desesperados por uma maneira de levá-los discretamente para casa. Pongo virou-se para ver um grande caminhão passando por perto.

É disso que precisávamos, pensou. – Você definitivamente está indo para a cidade!

Exatamente neste momento, a van de Jasper e Horacio se afastou do caminhão e imediatamente o carro esportivo parou a tempo. A cabeça desgrenhada de Cruella apareceu na janela e começou a insultar os dois incapazes. Enquanto espumava, a família mestiça, seu pai, mãe e pelo menos uma centena de filhotes atravessaram a rua e entraram silenciosamente em um caminhão de mudança.

Pongo e Perdita tiveram uma grande ideia: eles se enrolaram em fuligem da fazenda, e isso transformou 101 dálmatas em 101 vira-latas.

Mas quando o último dos filhotes pulou no caminhão e o caminhão começou a se afastar, uma gota de água caiu em seu nariz, lavando a fuligem. Cruela, que até então os olhava distraidamente, compreendeu imediatamente o disfarce. Mas o caminhão já começou…

– Que imbecis vocês são! Cruela ligou. – Todos passaram debaixo dos nossos narizes, e você ficou de boca aberta! Estou lhe dando uma última chance: siga aquele caminhão e desta vez esses malditos cachorros não escaparão!

Então começou a perseguição. A caminhonete partiu um pouco para a frente e ia mais rápido que a van do bandido. Cruela, vendo que seus cúmplices eram inúteis, também começou a perseguir os dálmatas. Ele entrou em um pequeno beco gelado que descia em ziguezague em direção à cidade, e mais de uma vez quase colidiu consigo mesmo ao dobrar a curva. Finalmente, ele caminhou até a parte de trás da van.

– Não ande! ela rugiu. – vou ultrapassá-los; Eu tenho que parar o caminhão!

Ele aproveitou o melhor momento para ultrapassá-los, buzinando sempre que podia. Mas, aparentemente, Horacio e Jasper não ouviram. Eventualmente, a rua se alargou um pouco à medida que a ponte se aproximava. Cruela acelerou violentamente, mas o carro esportivo derrapou no gelo e foi jogado na van, que por sua vez saiu da rua. Dois veículos colidiram ao fundo… os dálmatas foram salvos!

O motorista do caminhão de móveis não percebeu que carregava clandestinos! O caminhão finalmente dirigiu para os arredores da cidade. Ele parou por alguns minutos devido ao trânsito e os dálmatas aproveitaram para pular na rua. Dois minutos depois estavam em casa. Quando Nani abriu a porta, ficou chocada com o número de mestiços impacientes lá fora, latindo alegremente.

– Somos nós, Nani! Pongo e Perdita gritaram em coro. – Estamos um pouco sujos, mas somos nós!

– Minha querida, meus tesouros, meus amores. Aqui estão eles com seus pequenos! Mas… ai meu Deus! De quem são esses pequeninos?

“Eles não têm família”, explicou Perdita. – Mas deixe-nos entrar, Nani, vamos te contar tudo

– Venha rápido. Acho que uma boa limpeza não faz mal! o velho cozinheiro cantarolava alegremente, já os sacudindo com uma vassoura na mão.

Anita e Roger, loucos de alegria por encontrar seus dálmatas, não perceberam de imediato a impressionante quantidade de cachorrinhos correndo pela casa. Anita, que viu primeiro, ficou maravilhada:

– Mas eu não estou sonhando! Quantos deles existem afinal?

– 99 no total! Nani respondeu terminando a limpeza.

Perdita contou toda a história e, emocionada, Anita quis logo adotar cachorros que não tinham família.

– Por favor, Rogério. Dê uma olhada neles. Eles são tão pequenos! Você não terá coragem de colocá-los na rua, não é?

“Está resolvido”, respondeu Roger. “Vamos mantê-lo!”

Enquanto Nani, Anita e Perdita estavam ocupados alimentando todos os seus filhotes, Roger e Pongo começaram a dançar, cheios de alegria pelo encontro. Tarde da noite, na casa de festas, ouvia-se um homem cantando com todas as suas forças… e um dálmata acompanhando-o com alegria.

101 Dálmatas | FIM


101 Dálmatas | Conclusão:

Chegamos ao fim de mais uma historia para dormir, esperamos que tenham gostado do clássico 101 Dálmatas, diga-nos abaixo nos comentários o que achou dessa linda história dos irmãos Grimm e também não deixe de conferir as nossas demais histórias que contém em nosso site, um forte abraço a todos e até o próximo conto.

Rodrigo Pazzini

Formado em letras pela UNIR. Ama a literatura clássica e atua como revisor neste site.

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Um Comentário

  1. Minhas duas princesas dormiram ,nao chegou no meio da história e elas dormiram,mas,eu continuei a contar assim msm ,amo histórias infantis Obrigada ♥️

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